Na internet existem incontáveis acessos, no entanto, não é apenas humanos que estão acessando a internet todos os dias. Existem máquinas que estão acessando também e nem sempre de forma legal.

De acordo com uma pesquisa realizada as empresas que atuam nesse ramo, foi constatado que aproximadamente mais da metade do tráfego de dados da estrutura dos provedores de Internet no Brasil estão compostos por textos e interações originadas de códigos robóticos pré-programados, também conhecidos como “bots”.

A quantidade de acessos automáticos estão compostos por textos de e-mail e solicitações de acesso que têm origem em bots “benignos” e também por uma rede de máquinas escravizadas (as botnets), que fazem que os usuários de computadores comuns, sem o consentimento, se tornem uma espécie de “zumbi” automatizado para disseminar “malwares” (programas prejudiciais) ou então links com anúncios invasivos.

Empresas como o UOL Host, Locaweb e Hostnet estiveram participando da pesquisa e representam aproximadamente 60% de todo o tráfego da internet do Brasil, conforme afirma a Abrahosting.

Aproximadamente 45% do tráfego que tem origem em robôs não está fora da legalidade, como acontece com os verificadores de versões atualizadas de programas ou gerenciadores de busca por palavras-chave.

A maior parte dos acessos, apesar dos robôs benéficos, vêm de eventos que podem ser prejudiciais, como o envio de e-mails spam (e-mails indesejados e frequentes) ou para fazer um usuário clicar em links de forma consecutiva, e assim conseguir desavisados, ou então interferir nos sistemas de medição de audiência e aumentar o número de acessos a diversos sites e redes sociais.

Um documento divulgado pelo Twitter em 2014 revelou dados surpreendentes, aproximadamente 23 milhões de contas do serviço eram de “bots”, o que equivalia a cerca de 8,5% dos usuários que apresentavam uma atividade na rede social, com 271 milhões de contas naquele ano.

Inclusive no Instagram muitos perfis falsos existem unicamente para dar curtidas e seguir o máximo de contas possível.

A tendência é que as ações robóticas tenham um crescimento que sejam maiores do que os acessos humanos. Essa é uma previsão realizada por pessoas influentes no ramo que observam o comportamento robótico na internet.