Não é de hoje que há uma pressão internacional por formas de reduzir a emissão de poluentes, incluindo aí o uso de fontes renováveis de energia. Essa pressão, obviamente, irá recair, em grande parte, naqueles que forem grandes responsáveis por essa poluição atmosférica. E é provavelmente por conta disso que, recentemente, a Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) anunciou que passaria a investir em “tecnologias e projetos de baixas emissões de poluentes”.

Para quem não sabe, a OGCI, criada em 2014, nessa ocasião do anúncio feito em Londres, ainda que sem especificar valores, no dia 27 de outubro deste ano (2017), reunia então dez grandes empresas do setor de petróleo e gás: BG Group, BP, ENI, Pemex, Repsol, Saudi Aramco, Reliance Industries, Royal Dutch Shell, Statoil e Total.

Portanto, essas foram as empresas que, por meio da OGCI, afirmaram no fim de outubro o desejo de não apenas investirem nessas tecnologias em questão, mas também trabalharem de modo que de fato contribuam significativamente na chamada “luta contra as mudanças climáticas”.

Desse mesmo modo, vale lembrar, o referido grupo já havia anunciado a criação, ainda em 2016, de um fundo de um bilhão de dólares com o mesmo fim. Tanto o é que, no mesmo dia 27 de outubro, a OGCI divulgou ainda investimentos tanto na Solidia Technologies, visto que essa produtora norte-americana de cimento e concreto utiliza de uma tecnologia mais moderna, por sua vez geradora de menos emissões; quanto na Achates Power, posto que essa desenvolve motores a combustão que conseguem, de forma considerável, “reduzir as emissões de gases”; além, é claro, do investimento feito em uma central a gás, essa, por sua vez, “capaz de captar e armazenar carbono”, conforme declararam em justificativa.

Todavia, é necessário destacar que o referido grupo optou por não revelar nenhum dos valores desses vários investimentos feitos; restringiram-se tão somente a tornar públicos os investimentos em si mesmos. Mas é válido pontuar que essas 10 empresas reunidas na OGCI, se consideradas juntas, são então responsáveis por 20% da produção mundial de combustíveis, assim fornecendo, consequentemente, 10% de toda a energia do mundo.