A segunda safra de milho teve uma redução na expectativa de 1,1 bilhão de toneladas e foi a principal responsável pela queda de aproximadamente 700 mil toneladas no previsto para 2018, de acordo com o levantamento Sistemático da Produção Agrícola do mês de novembro, que foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE.

Com essa diminuição a previsão para a safra do ano que vem foi para 219 milhões de toneladas, um volume 9,2% menor que era previsto para este ano. A falta de chuva em setembro e outubro foi o principal motivo da queda, pois nesses meses são plantados a soja seguida da segunda safra do milho no campo. “A queda na segunda safra do milho tem a ver com a soja que está no campo, porque ele só é plantado depois da colheita da soja. Como esse plantio da soja atrasou, também vai atrasar o milho. A janela de segurança de plantio será melhor, possivelmente entrando em épocas que não chove, o que pode diminuir a produção”, esclarece Carlos Antônio Barradas, pesquisador do IBGE.

A redução da estimativa da safra do milho 2018 teve uma redução de 59 milhões para 57,9 milhões do mês de outubro para novembro. O número pode ser revisto nos meses seguintes, pois os produtores estão usando as condições climáticas melhores para fazer a recuperação do ritmo das plantações. “O plantio começou atrasado porque faltou chuva, então já no primeiro prognóstico isso estava bem caracterizado. De lá para cá, começou a chover, mas ainda ficou um resíduo dessa condição climática, porque alguns estados só atualizaram suas informações agora, o que foi incorporado pela pesquisa”, ressalta Barradas.

Um pequeno aumento na expectativa da safra deste ano teve um aumento de 0,1% em comparação com a estimativa de outubro que fechou com 241 milhões de toneladas, um volume recorde na história que teve início em 1975.