Neste ano, o governo estima que realizará 1,2 milhão de perícias nos benefícios que são concedidos pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo o ministro Alberto Beltrame, do Ministério do Desenvolvimento Social, as estimativas do governo serão para o ano todo, onde são estimados que esse total de perícias aconteça até o final desse ano.

Essa medida do governo, chamada de pente-fino, incidirá sobre os benefícios concedidos para auxílios-doença e aposentadorias concedidas por invalidez. A medida já havia sido anunciada em 2016, período em que o governo iniciou uma série de ajustes em benefícios e cortou diversos beneficiários que não tinham o direito de receber dinheiro por não se enquadrarem nos critérios dos programas do INSS.

Até o mês de dezembro de 2017, Beltrame estima que o governo já realizou um total de 249,8 mil perícias. Desse total, 226,2 mil beneficiários de auxílios-doença foram cortados do programa por apresentarem características que fogem da necessidade do recebimento.

O governo informou quando iniciou essa revisão nos benefícios do INSS que o objetivo da medida era simplesmente “colocar uma tampa sobre os ralos que estão abertos”. De uma forma mais clara, o governo quis dizer que iria revisar os benefícios a fim de eliminar todos os beneficiários que estavam recebendo quantias sem nenhuma necessidade.

O ministro do Desenvolvimento Social informou que o governo precisará implantar uma nova modalidade de trabalho para parte dos 3.864 peritos que trabalham atualmente no INSS, onde será levado em conta a produtividade geral de cada um deles. Essa é uma medida para que o governo possa atingir a marca de 1,2 milhão de perícias iniciadas desde o ano de 2016.

Segundo Beltrame, o novo modelo de trabalho será mais flexível em relação a jornada de trabalho, auxiliando esses profissionais em uma redução ou aumento da jornada de trabalho para executar as tarefas de revisão. Além disso, esses profissionais contarão com incentivos que levará em consideração a produtividade durante o trabalho.

O ministro ainda informou que a nova modalidade de trabalho, que pode ser aderida por qualquer perito de forma voluntária, exigirá que o profissional realize pelo menos quatro perícias ao longo de um dia, sendo elas em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez. Outra exigência é que o perito deverá estar disposto a trabalhar em mutirões que serão organizados pelo ministério quando houver a necessidade.